QueijoPão&Vinho
Degustar é uma arte!
terça-feira, 30 de agosto de 2016
segunda-feira, 23 de março de 2015
História do vinho no Brasil, desde 1532
A história do vinho no Brasil começou muito cedo, 32 anos depois de seu descobrimento pelos portugueses. Destacamos com imagens e legendas, os principais acontecimentos em torno da bebida em terras canarinhas, desde a chegada de Martim Afonso de Souza com as primeiras videiras, até as últimas décadas com a conquista da Indicação de Procedência no Vale dos Vinhedos.
1532
As primeiras videiras são trazidas ao Brasil por Martim Afonso de Souza. As mudas de Vitis vinifera são plantadas na Capitania de São Vicente, no sudeste do país, mas as condições desfavoráveis de clima e solo impedem que a experiência siga adiante.
1551
Membro da expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza, o jovem Brás Cubas insiste no cultivo de videiras, transferindo suas plantações do litoral para o Planalto Atlântico. Em 1551, ele consegue elaborar o primeiro vinho brasileiro. Sua iniciativa, contudo, não é duradoura.
1626
A chegada dos jesuítas à região das Missões impulsiona a vitivinicultura no sul do Brasil. A introdução de videiras no Rio Grande do Sul é creditada ao Padre Roque Gonzales de Santa Cruz, que conta com a ajuda de índios na elaboração de vinho, elemento das celebrações religiosas.
1640
É realizada a primeira degustação orientada no Brasil, relatada na 1ª Ata da Câmera de São Paulo. A intenção é padronizar os vinhos comercializados no país. A ação é voltada principalmente aos produtores do Sudeste, que persistem no cultivo de uvas em locais inadequados.
1732
Imigrantes portugueses, principalmente os açorianos, passam a povoar a zona litorânea do Rio Grande do Sul, formando colônias em Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre. Eles trazem mudas das ilhas dos Açores e da Madeira, mas as plantações não ganham expressão.
1789
Percebendo a multiplicação das iniciativas em torno da vinicultura no Brasil, a corte portuguesa proíbe o cultivo de uva no país como forma de proteger sua própria produção. A medida inibe a comercialização da bebida na colônia e restringe a atividade ao ambiente doméstico.
1808
No ano da transferência da coroa portuguesa para o Brasil, com a vinda da família real, não só é derrubada a proibição ao cultivo da uva como ganham corpo os hábitos em torno do vinho. A bebida é incorporada a refeições, reuniões sociais e às numerosas festividades religiosas.
1817
O pioneirismo gaúcho na vinicultura se materializa na figura de Manoel Macedo, produtor da cidade de Rio Pardo. Em um período que se estende até 1835, ele registra a elaboração de até 45 pipas em um ano, o que lhe rende a primeira carta-patente para a produção da bebida no país.
1824
O início da colonização alemã amplia o número de imigrantes interessados em vinho. Na mesma época, o italiano João Batista Orsi se estabelece na Serra Gaúcha e, com a concessão de Dom Pedro I para o cultivo de uvas europeias, torna-se um dos precursores do ramo na região.
1840
Pelas mãos do inglês Thomas Messiter, são introduzidas no Rio Grande do Sul uvas Vitis lambrusca e Vitis bourquina, de origem americana. Mais resistentes a doenças, foram plantadas na Ilha dos Marinheiros, na Lagoa dos Patos, mas logo se espalharam pelo Estado.
1860
A uva Isabel, uma das variedades americanas introduzidas no Rio Grande do Sul, ganha rapidamente a simpatia dos agricultores. Há registros de que, por volta de 1860, ela já formava vinhedos nas cidades de Pelotas, Viamão, Gravataí, Montenegro e municípios do Vale dos Sinos.
1875
O grande salto na produção nacional de vinhos ocorre com a chegada dos imigrantes italianos. Trazendo de sua terra natal o conhecimento técnico de elaboração e a cultura do consumo, eles elevam a qualidade da bebida e conferem importância econômica à atividade.
1881
Ano do mais antigo registro de elaboração do vinho no Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul, com o apontamento de 500 mil litros produzidos na cidade de Garibaldi. O número consta em relatório feito em 1883 pelo cônsul da Itália, Enrico Perrod, depois de visita à região.
1928
Frente à concorrência desordenada, a oscilação da qualidade e o crescimento da importância da atividade, é criado o Sindicato do Vinho, uma tentativa de organizar o setor. A iniciativa é articulada por Oswaldo Aranha, então secretário estadual do governador Getúlio Vargas.
1929
O associativismo é adotado pelos agricultores. Em um período de 10 anos, 26 cooperativas são fundadas, entre elas algumas que seguem atuando até hoje. O modelo dá competitividade aos pequenos produtores e os direciona a uma situação de equilíbrio, alcançado na década seguinte.
1951
A transferência da vinícola Georges Aubert da França para o Brasil marca o início de um ciclo. O interesse de empresas estrangeiras no país, que se consolidaria na década de 70, aportou novas técnicas nos vinhedos e nas cantinas, além de ampliar as áreas de cultivo da uva.
1990
A melhoria das vinícolas, que ao longo da década de 80 foi marcada pela reconversão de vinhedos, ganha impulso a partir da abertura econômica do Brasil. O acesso a diferentes estilos de vinhos e a concorrência com os importados levam os produtores a aumentar a qualidade.
2002
Com a vitivinicultura consolidada em diferentes regiões, do Sul ao Nordeste do país, cada zona produtiva investe no desenvolvimento de uma identidade própria. O pioneiro neste rumo é o Vale dos Vinhedos, que conquista a Indicação de Procedência em 2002.
Fonte: Ibravin
terça-feira, 17 de março de 2015
Quinta do Anjo | Por terras do queijo, pão e vinho
Aldeia de Quinta do Anjo
Sede de freguesia com o mesmo nome é um importante pólo de desenvolvimento do Concelho de Palmela. Na sua área situa-se um conjunto de empreendimentos industriais de grande dimensão e mantém-se, ao mesmo tempo, uma tradição rural de elevada expressão na produção de vinho, queijo de ovelha (Queijo de Azeitão) e doces regionais.
Aqui ficam alguns locais a visitar.
Queijo de Azeitão
É na Quinta do Anjo que se encontra a maior parte dos produtores do queijo de Azeitão. Foi por volta de 1830 que Gaspar Henriques de Paiva, nado e criado na Beira Baixa, veio para Azeitão e passou a dedicar-se à agricultura. Para povoar as suas terras mandou vir ovelhas leiteiras, de lã preta e raça bordaleira. Em todos os anos mandava vir um queijeiro da sua terra natal, só para lhe fabricar queijos do tipo "Serra". Foi esse queijeiro que ensinou os segredos da arte a um dos pastores, que deles não fez segredo. Foi então transmitido a sucessivas gerações de queijeiros artesãos que, desde então, nos têm oferecido um queijo com uma tipicidade ímpar.
Há mais de uma década que se tomaram medidas para proteger a tipicidade deste queijo, surgindo a Região Demarcada do Queijo de Azeitão. A "ARCOLSA" é a entidade que faz o controlo de qualidade dos Queijos de Azeitão e que emite os selos de garantia travando, assim, o aparecimento de produtos falsificados que nada têm a ver com o verdadeiro sabor deste queijo.
Com uma produção artesanal, cuja duração média é de 45 dias, o Queijo de Azeitão chega-nos à mesa com um paladar requintado e único, que nem todos sabem explorar. A melhor maneira de servir o Queijo de Azeitão é cortá-lo de forma transversal em duas metades circulares iguais ou abrir um orifício na parte superior e retirar o queijo amanteigado com uma colher.
Visite uma das queijarias tradicionais da Quinta do Anjo, onde é produzido o famoso queijo de Azeitão. Aqui, poderá conhecer os métodos tradicionais da sua produção, bem como adquirir manteiga de Ovelha, queijo seco ou queijo de Azeitão.
Para além dos sabores e paladares aproveite para deliciar o olhar noutras atrações que a Quinta do Anjo oferece, como a Igreja, as Sepulturas Coletivas pré-históricas e a Serra do Louro com os seus caraterísticos moinhos, entre outros.
Realiza-se anualmente na Quinta do Anjo o Festival do Queijo, Pão e Vinho, uma das melhores montras a nível nacional que reúne a excelência dos produtos regionais.
Se visitar o evento nos seus três dias, poderá provar todo o tipo de queijo – amanteigados ou secos –, a soberba manteiga de ovelha, vinhos e uma grande diversidade de bolos caseiros, num certame que conjuga o esforço de produtores com as entidades da região.
Adegas Típicas
Aproveite também este passeio para adquirir vinhos da Península de Setúbal, com destaque para o Moscatel de Setúbal apenas produzido nesta região. Se está a pensar em enriquecer a sua garrafeira, propomos-lhe uma visita às adegas integradas na Rota dos Vinhos da Península de Setúbal.
Aqui ficam alguns locais a visitar.
Centro da aldeia
O Largo da Igreja e da Sociedade de Instrução Musical são o centro social da aldeia, onde decorrem os grandes eventos e festas locais. Na Quinta do Anjo a devoção religiosa é muito grande sendo celebrada ininterruptamente, desde 1756, a Festa de Todos os Santos, a 1 de Novembro, como agradecimento pela salvação da localidade aos estragos do terramoto do ano anterior. A Sociedade de Instrução Musical é um pólo de cultura, de formação musical e cívica desde a sua fundação, em 1921, sendo de salientar a beleza da sua sede em estilo romântico.
Aldeia dos Bacelos
A parte mais antiga da Quinta do Anjo, provavelmente com ocupação desde a pré-história, é composta por núcleos de casas baixas, com pátios onde tradicionalmente se guarda o gado ovino e caprino e onde se situam algumas das queijarias. O seu nome provém da enorme quantidade de vinhas que circundavam as habitações e que, noutros tempos, constituíam a par do pastoreio a única forma de subsistência das populações locais.
Quinta da Fonte do Anjo
Diz a lenda que a fonte existente nesta quinta foi protegida por "um anjo bom armado de espada, portanto S. Miguel", da tentativa de envenenamento pelas forças do mal salvando, assim, as populações que dela viviam. A imagem de pedra e cal que lá existia do anjo armado de espada pisando o dragão esboroou-se em 1985, estando a própria fonte quase seca devido ao abaixamento dos níveis freáticos.
A Quinta do Anjo acabou por dar o nome a toda povoação que se desenvolveu ao seu redor.
Serra do Louro
No alto da Serra do Louro erguem-se os moinhos de vento que, num passado não muito distante, constituíam uma importante indústria de transformação de cereais. A força do vento embate nas velas abertas, fazendo rodar um eixo, que por sua vez transmite a rotação a uma pedra calcária que roda sobre uma outra fixa. Estas pedras, denominadas "mós", recebem entre elas os grãos de cereal, transformando-o em farinha.
Sepulturas coletivas pré-históricas
Um dos mais importantes vestígios da pré-história é um conjunto de quatro grutas artificiais, escavadas na rocha, que serviram de sepulcro coletivo para os povos da região durante cerca de 1000 anos no Período Calcolítico (Idade do Cobre). O morto era colocado – na posição fetal, acompanhado de um conjunto de cerimoniais e oferendas – dentro da sepultura que, pela sua configuração, imitava um ventre materno, simbolizando este ato um voltar à origem da vida e um tributo à fertilidade.
Queijo de Azeitão
Há mais de uma década que se tomaram medidas para proteger a tipicidade deste queijo, surgindo a Região Demarcada do Queijo de Azeitão. A "ARCOLSA" é a entidade que faz o controlo de qualidade dos Queijos de Azeitão e que emite os selos de garantia travando, assim, o aparecimento de produtos falsificados que nada têm a ver com o verdadeiro sabor deste queijo.
Com uma produção artesanal, cuja duração média é de 45 dias, o Queijo de Azeitão chega-nos à mesa com um paladar requintado e único, que nem todos sabem explorar. A melhor maneira de servir o Queijo de Azeitão é cortá-lo de forma transversal em duas metades circulares iguais ou abrir um orifício na parte superior e retirar o queijo amanteigado com uma colher.
Visite uma das queijarias tradicionais da Quinta do Anjo, onde é produzido o famoso queijo de Azeitão. Aqui, poderá conhecer os métodos tradicionais da sua produção, bem como adquirir manteiga de Ovelha, queijo seco ou queijo de Azeitão.
Para além dos sabores e paladares aproveite para deliciar o olhar noutras atrações que a Quinta do Anjo oferece, como a Igreja, as Sepulturas Coletivas pré-históricas e a Serra do Louro com os seus caraterísticos moinhos, entre outros.
Realiza-se anualmente na Quinta do Anjo o Festival do Queijo, Pão e Vinho, uma das melhores montras a nível nacional que reúne a excelência dos produtos regionais.
Se visitar o evento nos seus três dias, poderá provar todo o tipo de queijo – amanteigados ou secos –, a soberba manteiga de ovelha, vinhos e uma grande diversidade de bolos caseiros, num certame que conjuga o esforço de produtores com as entidades da região.
Adegas Típicas
Aproveite também este passeio para adquirir vinhos da Península de Setúbal, com destaque para o Moscatel de Setúbal apenas produzido nesta região. Se está a pensar em enriquecer a sua garrafeira, propomos-lhe uma visita às adegas integradas na Rota dos Vinhos da Península de Setúbal.
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